Design ajuda crianças disléxicas

   

Associar o design à dislexia resultou num recente projecto  electrónico, aplicado à língua inglesa, que promete ajudar as crianças com dislexia a aprender a ler. 

Conciliar a visão, o som e o movimento pode ser uma ajuda para as crianças disléxicas. A dificuldade em aprender a ler pode ser simplificada. Um recente projecto electrónico, que será apresentado nos Estados Unidos só em Fevereiro, promete ser uma ajuda para educadores e professores. 
A investigação na área da Arte e do Design resultou num método, desenvolvido pela Universidade de Cincinnati, nos EUA, aplicado à língua inglesa. O objectivo é melhorar as capacidades de leitura de crianças entre os 9 e 11 anos.  

O projecto consiste em associar o desenho da letra a algum objecto com esse som. "A criança com dislexia consegue ler a letra 'b'. Mas não consegue rapidamente lembrar-se que, a esse símbolo, associamos o som 'bê'", explica Renee Seward, ligada ao projecto. 
A investigadora refere ainda que é essencial saber que a dislexia não se deve a problemas de percepção visual. Está enraizada na memória. Os indivíduos com dislexia têm dificuldade em fazer uma ligação rápida entre um som e a letra que representa esse som. O projecto, com o título Reading by Design: Visualizing Phonemic Sound for Dyslexic Readers 9-11 Years Old, será apresentado nos EUA e em Espanha nos próximos meses. 
Raquel Albuquerque (www.expresso.pt) 
   

O reino vegetal como ele é

   

O novo design reproduz a natureza em seu estado selvagem. Com a ajuda da tecnologia moderna
Desenhos inspirados no mundo vegetal não são exatamente uma novidade nos domínios do design. Por todo o século 20, das cadeiras de metal inglesas, passando pelo universo estilizado do art nouveau e pelas não poucas incursões orgânicas da década de 50, árvores e arbustos, flores e galhos jamais deixaram de emprestar suas formas ao desenho dos móveis.

Mais afeitos a reproduzir em suas peças um sentido de ordem e harmonia no reino vegetal, aos designers de então, em nome da elegância, qualquer simplificação parecia sempre bem-vinda. Nenhuma menção à estruturação, por vezes caótica, de ramos, troncos e galhos, nem ao desenho assimétrico e irregular de folhas e pétalas.
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